27 de ago de 2015

Como é viver na Itália?

Todo mundo me pergunta: Como é viver na Itália?
Como adoro a Isa e Denya que fazem um blog bacanérrimo aqui na Itália ( são jornalistas e escrevem divinamente bem) vou postar aqui um trecho do texto o qual assino embaixo. Para ver na íntegra - clique aqui.


Muita gente, em alguma momento da vida, tem o sonho de mudar o rumo e a Itália é sem dúvidas uma meta muito atraente para quem está pensando em construir uma nova vida. Um país lindo, repleto de monumentos, história, boa comida e pessoas mais ou menos parecidas com nós brasileiros. Mas como é realmente viver na Itália? Há muito queríamos falar sobre a nossa experiência,mas tinha medo de escrever um post enorme porque tenho muito o que falar. Mas ok, tentarei reunir as ideias principais.
As pessoas: a Itália é um país com várias regiões muito distintas entre si. A unidade da Itália é um fato recente na história, aconteceu no século 19. Antes disso, as regiões eram independentes. Isso faz com que o sul seja bem diferente do centro e do norte. Eu morei em Firenze por 4 anos e estou há 2 anos em Treviso, no Vêneto. Aqui as pessoas são mais fechadas, é complicado fazer amizade, mas são todos muito respeitosos e educados. No trabalho são muito focados, não tem tempo pra brincadeira e fofoca. No sul, como Roma e Nápoles, por exemplo, as pessoas são mais alegres, abertas e brincalhonas.
vida na itália
A segurança: com certeza um dos fatores que a gente mais valoriza. É muito bom não ter mais que temer parar no sinal vermelho ou ficar de olho na hora de entrar no carro no estacionamento. É claro que não pode-se dar bobeira com os pertences, mas se algo acontece é um pequeno furto, nada comparado às barbaridades que a gente vê no Brasil. Nas grandes cidades é melhor ficar de olho, mas caminhar por Veneza à noite por exemplo não oferece nenhum perigo.

Crianças brincam em Campo Santa Margherita em Veneza
Crianças brincam em Campo Santa Margherita em Veneza



20 de ago de 2015

Receita de Crostata

Essa eu comprei, mas é fácil de fazer, adoro esse site italiano, por mais que nao saibam italiano vendo o vídeo dá para entender.
http://ricette.giallozafferano.it/Crostata-alla-confettura-di-albicocche.html

Burro freddo di frigo 150 g
Farina tipo 00 300 g
Uova solo i tuorli 3
Zucchero a velo 130 g
Limoni la scorza di 1
PER FARCIRE Confettura di albicocche 700 g
PER SPENNELLARE 1 Uova medio 1

17 de ago de 2015

Itália é Arte


Como não amar a Itália! Aqui respira-se arte e cultura todos os dias. Tirando dúvidas…  a obra Cabeça de Medusa ou simplesmente Medusa é uma das obras-primas do pintor Caravaggio e está em Firenze -  Na Galleria degli Uffizi   
Dica: comprem o ingresso pela internet e dê preferência para a tarde quando é mais vazio

Para quem ama essa obra, como eu, tireo o texto daqui:
http://virusdaarte.net/caravaggio-cabeca-de-medusa/

Conta a lenda que Medusa, uma das três irmãs Górgonas (as outras duas eram: Esteno e Euríale), petrificava com o olhar todo aquele que olhasse para ela, mas o herói Perseu usou um artifício para enganá-la. Assim que se aproximou do monstro, usou o seu escudo como espelho. Medusa, ao ver seu rosto refletido no escudo, ficou transtornada diante de tamanha aberração, lançando um grito dilacerante. Uma vez hipnotizada, Perseu cortou-lhe a cabeça com a espada de um só golpe, mas ela ainda continuou consciente. A seguir, tomou a cabeça da besta mitológica e a colou num escudo, como arma, pois seu olhar serviria para transformar os inimigos em pedra.
 Cabeça de Medusa ou simplesmente Medusa é uma das obras-primas do pintor Caravaggio, que tomou como modelo o amigo Mario Minniti (embora digam alguns que se trata do próprio rosto do pintor) para pintar a Górgona vertendo sangue abundantemente, logo após ter a cabeça decepada por Perseu, segundo reza o mito grego.
O retrato de Medusa era muito usado nas armaduras e nos escudos dos guerreiros dos séculos 16 e 17, pois na mitologia grega é tida como a deusa da estratégia e da guerra justa e, também, da sabedoria, de modo que esta obra nasceu como um escudo de desfile. O cardeal Francesco Maria del Monte, protetor de Caravaggio, presenteou Fernando I de Medici com a obra, provavelmente para a sua coleção de armas, que foi mostrada pela primeira vez em 1598, causando grande impacto nos que a viram, sendo, inclusive, comentada em versos (ver acima).
 Caravaggio, inteligentemente,  repassa ao observador a ilusão de que a cabeça de Medusa deixa a tela para se projetar no espaço real em que ele, o obsrvador, encontra-se, de modo que o escudo convexo ilusoriamente transforma-se em côncavo. Tem-se a impressão de que a tela é feita em 3D.
 Embora o retrato da Górgona seja de origem clássica, Caravaggio recria uma nova Medusa, extremamente realista, cuja força de expressão continua impressionando quem a observa, pois sua cabeça decepada parece ganhar vida própria, com suas serpentes contorcionistas.
 É provável que, para pintar Medusa com sua expressão aterradora, o pintor lombardo tenha se inspirado na expressão agonizante e aterrorizada daqueles que eram executados: olhos esbugalhados, que parecem saltar das órbitas; boca ovalada, aberta e paralisada, como se soltasse um longo grito de terror; língua e dentes aparentes; testa franzida; maçãs do rosto recuadas e o sangue vivo sendo vertido abundantemente.
 O que mais chama a atenção na obra Cabeça da Medusa é seu realismo: os olhos saltando da órbita, os dentes cortantes à mostra, a boca aberta e imóvel, soltando um grito silencioso e o sangue vivo jorrando de sua cabeça, não deixando qualquer dúvida sobre o mito da mulher de cabeleira de serpentes, que transformava homens em pedra, só pelo olhar, mas que foi derrotada por Perseu, ao mirar o escudo espelhado e ser vítima de sua própria arma letal.  A dramaticidade encontrada nas obras de Caravaggio dá-se pelo uso da técnica do chiaroscuro, em que o pintor trabalha com os contrastes de luzes e sombras, gerando um resultado bastante peculiar.

Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610)

Quer saber mais? Clica aqui:

aravaggio, que tinha grande talento e conhecia pessoas importantes dentro da Igreja  conseguiu a oportunidade de pintar alguns quadros sob encomenda. Em contrapartida, ele tinha o gosto por temas populares e usa pessoas da rua como modelos para criar seus quadros. Sabe-se que ele tinha uma personalidade rebelde e muitas vezes se envolvia em brigas, e dizem que ele trazia muitas experiências da sua vida boemia para criar as expressões das personagens dos seus quadros.
O grande artista, com seu imenso talento,  começou a usar uma técnica de “claro/escuro” (chiaroscuro,  em italiano) de maneira particular, para dar efeitos visuais de profundidade em seus quadros, o jogo de luzes presente na obra conta uma narrativa que direciona o olhar do expectador. Essa técnica é a utilização de fundos escuros em que a figura da personagem ali aplicada parece saltar sobre um feixe de luz que incide sobre ela. Para crescer profissionalmente e ganhar visibilidade, ele começa a pintar temas religiosos e tem como clientes a Igreja e famílias ricas da época.


4 de ago de 2015

O que fazer na Umbria

Matéria de um jornal inglês - Telegraph , datado de hoje, 4 de agosto de 2015.

Se estiver pensando em vir para cá, leia o artigo:
Muitas das cidades eu cito no site da Locanda também:
http://locandadidoris.com/pt-br/passeios/
http://www.telegraph.co.uk/travel/destination/italy/97508/Umbria-attractions.html

Coloquei apenas Todi, pois é onde fica a Locanda,veja as outras 9 dicas no link acima.


Foto: Roberto Baglioni

Todi was once a simple agricultural town but today has been gentrified to within an inch of its life. Its lofty position, however, atop a perfect pyramid of a hill, remains as impressive as ever – especially from a far – and if you visit off season you’ll still get a glimpse of what attracted all those wealthy Romans and foreigners in the first place.
The main square is the main attraction – as perfect an early medieval piazza as you could hope to find; so perfect that it’s appeared in plenty of swashbuckling period films. Cafés and gaunt palaces line its flanks, with an austere but appealing Duomo at one end (be sure to see its lovely carved and inlaid wood). Two palaces on the square’s eastern side house the excellent Museo e Pinacoteca di Todi, with paintings and archeological and other displays that trace Todi’s history from its Etruscan origins.
Visit the church of San Fortunato two minutes’ walk away – central Todi is tiny – and climb its tower for the views and admire its airy Gothic interior. Pretty smaller churches (not always open) dot the streets which, as ever in Umbrian hill-towns, are worth wandering for their own sakes. Just outside town, domed Santa Maria della Consolazione, built on a Greek Cross plan, is one of central Italy’s finest Renaissance churches: admire it as you pass, but don’t waste time on the bland interior.

3 de ago de 2015

Tiramisù de Ricota

Traduzi do site italiano, maravilhoso:
http://www.ifood.it/2015/08/tiramisu-alla-ricotta.html

Ingredientes
500 g de ricota 
300 mL de café
125 g de biscoito para pavê
70 g de açúcar
35 g de gotas de chocolate
cacau em pó sem açúcar (para a capa)

Preparo
Faça o café
Trabalhar com um garfo a ricota e açúcar.
Biscoitos embebidos em café, tomando cuidado para não molhar-los muito, e faça uma primeira camada em 4 xícaras.
Cubra com uma camada de ricota adoçada e um punhado de lascas de chocolate.
Continue com outra camada de esponja embebida em café e novamente uma camada de ricota.
Coloque na geladeira para descansar por um tempo "e, antes de servir, polvilhe com bastante cacau.

Note que a receita levou ingredientes italianos a ricota aqui é super macia, tente encontrar uma similar no Brasil.

Fotos e direitos reservados ao site http://www.ifood.it/


Tiramisù alla ricotta passaggi


Tiramisù alla ricotta passaggi2
Tiramisù alla ricotta passaggi3
Tiramisù alla ricotta

tiramisù alla ricotta verticale