8 de mar de 2017

Minha ameixeira

Quando vi a ameixeira no viveiro onde fizemos o jardim eu enlouqueci e, só quando enlouquecemos obviamente, fazemos atos insanos e, compramos a  tal da árvore.

Lógico que não fazia idéia o que era transplantar uma árvore de certa idade e que o sucesso da operação iria depender de vários fatores, fora o custo.... uma planta adulta assim custa uma fortuna.

Ela chegou em 2015, fiquei numa felicidade só pois era uma das coisas mais lindas que já tinha visto, foi uma festa, o Gianluca me trouxe "maritozzo" ( meu pãozinho predileto) comemorei super....até que na primavera de 2016 percebi que a floração nao foi a mesma, fiquei meio tristinha, mas.... me contentei com as poucas florzinhas existentes.
Já esse ano.... no sábado saindo de casa vi que os ramos estavam com botões, pronto, enlouqueci II

Esses dias depois de abrir a janela do meu quarto que é meu prazer número 1 do dia, corro pra fora pra ver como está a minha ameixeira....
Ahhhh suspiro!!!!! Aprecio e já até chorei...... adoro ter esses prazeres simples da vida.





7 de mar de 2017

Todi vista pela Natália

 Uma coisa é eu falar de Todi, sou muito suspeita, outra é ler o que outros dizem da minha cidade  que mora no meu coração, vamos ao relato:


"Cara Doris,

Eu sigo faz tempo o blog da Consuelo Blocker, e uma vez ela disse da sua propriedade em Todi. E quando vi as fotos, fiquei maravilhada.

Eu moro em Londres com minha família, já estou aqui faz 3 anos, e sou apaixonada pela Itália, vou frequentemente, e tenho cidadania italiana. E eu estava, desde então, programando para ir a Todi, e conhecer um pouco da Úmbria, já faz 1 ano e meio! No Revéillon de 2015 para 2016, eu tinha reservado pra passar a virada em Todi com meu namorado na época, porque ele é de Sorrento, então passamos Natal lá, e passamos alguns dias em Roma, e seguiríamos para passar a virada em Todi. Mas fiquei com receio de não ser a melhor época pra conhecer a cidade, e acabamos indo pra Firenze. Mas não esqueci e fui agora com meu amigo! E que surpresa!

Ficamos no Fawlty Towers, e adoramos a vista para os campos da Úmbria.. A proprietária Tamara foi uma querida, que falou super bem de você. Aliás, também esbarramos com um jornalista belga e ele conhecia você também..rs! 

Mas estávamos é ansiosos para degustar a culinária umbra. Fomos na Vineria San Fortunato 2 vezes, e ficamos encantados. Pensamos que seria um restaurante perfeito para Londres, porque apesar de acolhedor, e muito local, tem um toque moderno que agradaria muito os londrinos. O Ristorante Umbria foi também uma surpresa, numa sala com lareira e vista de emocionar, num dia ensolarado, que já dava praticamente as boas-vindas à primavera.

O Pane e Vino foi outra escolha que nos levou 2 vezes lá, onde descobrimos o delicioso Montefalco Rosso, que deixou um sabor de quero mais. Olha, já comi bons tiramisú na Itália, que nunca foi minha sobremesa preferida, mas o da Hosteria De La Valle estava estupendo, recomendo sem hesitar.

A Pizzeria Cavour tem aquele ar de restaurante simples que sinto falta em Londres, mas foi o único que nos decepcionou um pouco, talvez reforçou a ideia que eu tenho que pizza boa se come realmente mais ao sul na Itália..rsrs.

Nossas manhãs foram mais felizes com um café da manhã no Bar Pianegiani, com aquele cornetto alla crema com amêndoas, que me fez esquecer sobre as calorias. Outro local que frequentávamos diariamente, seja para uma cioccolata calda com panna no meio da tarde, ou apenas um cappuccino e biscotti de manhã, foi o Bacio di Latte. Atendimento muito cordial, mesinhas com cobertor, aquecedor, e vista pra linda Duomo, numa Itália saudosa, onde as crianças brincam na piazza, o celular não é ator principal e o dolce far niente existe.

Fomos no museu principal da cidade, e descobrimos mais dos santos protetores da cidade, e da importância de San Fortunato para Todi. Lindo. Num dos dias de sol, andamos por todo o entorno da cidade, fomos no mercadinho Conad local, que um dos moradores ficou surpreso que estava aberto aos domingos, e onde comprei chocolates Baci de todos os tipos para me esbaldar em Londres depois. E ah, fomos também na maioria das igrejas! 3 delas ninguém estava. Era só nossa. Acho uma bênção! O silêncio, os pássaros, algo raro. 

Das memórias que fiquei da cidade, com certeza o que me fascinou é o cheiro de Todi. Segundo Andrea Camilleri, com seu personagem Montalbano, e seu dialeto siciliano, a noite tem um odor diferente. Como eles dizem, "a seconda dell´ora la notte cangia odore". Já Todi tem o privilégio de ter cheiro de lenha! Parece que cada casa possui uma lareira, onde o cheiro acolhedor da madeira queimando se embala com o aroma delicioso do tartufo nero que domina a cozinha umbra. Falando em Sicília, posso definir que Todi é a Taormina do centro da Itália! Gostei de como a vi, porque Taormina é também dessas cidades que nos deixa sem palavras. E esse mesmo deslumbre existe numa cidade onde o mar dá lugar ao campo.

E não é só de comida italiana que vive a cidade, os jovens amam a creperia que fica aberta até tarde na Cavour. Abrimos espaço para mais um pecado da gula, e fechamos o pós-jantar com um crepe doce tão delicioso e simples.

Eu conheço bastante a Itália, e AMEI Todi. E agradeço muito a você por me apresentar a essa cidade. Foi a primeira vez na Itália desse meu amigo, e todo mundo perguntava: "Primeira vez na Itália, em Todi?" Hahaha. Mas foi a melhor escolha pra ele, porque ele viveu bem o dolce far niente, o estilo de vida italiano, sabe? A Toscana está ali, colada, mas na Úmbria você sente que é a Toscana só pra você. Nada contra turistas, mas nada contra sentir que a cidade é praticamente toda tua. Senti várias vezes que estava descobrindo um tesouro só pra mim. Em Todi reforça-se a ideia de que é na simplicidade que existe a beleza.

Eu precisava me reconectar com essa Itália. Sou de São Paulo, sou daquelas que adora uma cidade grande. Roma, por exemplo, é das cidades que tenho no coração. Mas Todi causou em mim uma sensação de pensar que talvez, numa outra vida, eu já tive alguma conexão com a cidade. Ou será que porque embaixo da nossa janela tinha um galinheiro, uma vista arrasadora, que mais parecia pintura de quadro, e que me causou certa euforia? 

Qualquer que seja o motivo, o que mais precisávamos era isso, acordar com a galinha cantando, ver uma paisagem campestre da janela, deliciar-se nos carboidratos e apenas reforçar que a felicidade está, realmente, nas pequenas coisas. Todi é felicidade! " 

Beijo!!!!

Natalia


22 de jan de 2017

Itália e seus Mil Sabores - Riso Venere

Experimentei neste fim de semana pela primeira vez e foi paixão à primeira garfada.
Agora nao dá para viver sem - Riso Venere

O Riso venere é um arroz negro integral, rico em propriedades minerais e vitaminas, no blog onde encontrei a foto explica super bem.
Fica aqui a receita e a dica:



http://www.conlemaninpasta.com/wordpress/2013/03/18/riso-venere-con-crema-di-porri-e-parmigiano-allo-zafferano-meat-free-monday/


16 de jan de 2017

Que tal alugar uma casa na Itália?

Mais precisamente na Umbria, pertinho da Locanda?
Há várias opções, mas dentre todas essa é a minha preferida, pois tem uma vista de tirar o fôlego, toda de pedra como as construções características da região.

Ademais, é bastante diferenciada por ter um estilo moderno dentro, agrega no mesmo ambiente uma cozinha bem equipada, a sala de jantar e de estar com lareira e TV.


Todos os cinco quartos estão no térreo, alguns com mezzanino, ideal para 2/3 familias ou vários casais, acomodando 11 pessoas com conforto 3 banheiros, wi-fi externo e interno, piscina, churrasqueira,  mesas na pergola, quadra de vôlei, mini campo de futebol, um bosque ao fundo e oliveiras.


Fica há 20 minutos de Todi ( cerca de 9 km), cidade medieval bem servida de supermercados e vários passeios no entorno, pode-se alugar cavalos, no verão fazer rafting, caminhadas, pedaladas....


Custa 3800 euros a semana, no valor está incluso: gás, água e eletricidade, Internet, limpeza final, empregada duas vezes por semana, roupa de cama, banho e piscina.


Mais informações, me mandem um email = doris1818@gmail.com


Que tal relaxar com esse panorama?










12 de jan de 2017

Solidão ou Liberdade ?

Já que muita gente me perguntou, aqui respondo:
Mudei-me para a Itália  junto com o Valentino e, no ano passado ele voltou ao Brasil e eu decidi ficar. Tinha certeza que vim para ficar.

Não foi, evidentemente, uma decisão simples, ao contrário, bem complicada, pois eu não tenho nenhuma ligação familiar e "afetiva" com a Itália, apenas o fato de sempre ter achado o país delicioso para se viajar, conhecer, descobrir e degustar.

Pois bem, decisão feita e me perguntei:
E agora?
Estava sozinha na Locanda com Tartufo, antes cão do Valentino, agora meu Border Collie, Barolo e Chablis, meus gatos vira-latas, resumindo minha família italiana. Além disso, assumi na totalidade a responsabilidade de tocar a locanda; o que era a parte do Valentino passou a ser minha também.
Ou seja, cuidar de todo o jardim, piscina, consertos, acordar no meio da noite quando Tartufo latia em demasia e etc.
Logo no início fiquei preocupada, não com medo, mas com dúvida se conseguiria dar conta de tudo.
Consegui!
Mas não o faria se não tivesse uma pitada de coragem e muita disciplina, sobretudo pelo fato de estar sozinha no meio do mato, 15 minutos de carro de uma cidadezinha medieval em uma das regiões mais conservadoras e fechadas da Itália - a Umbria - o que lhe rende toda a magia de uma Itália que parou no tempo.

A disciplina de manter uma rotina fez com que superasse o receio que tive de início, e superar o medo da solidão e de que algo me acontecesse.
Meu dia começa cedo, faço a cama, me troco e desço para preparar meu café da manhã, sempre coloco a mesa, com direito a arranjo de flores, dou comida para a minha família ( Tartufo, Barolo e Chablis) e inicia-se mais uma jornada.

Café da manhã, refeição que adoro é fácil, mais complicado foi me adaptar a cozinhar apenas para mim. Mas faço como manda os nutricionistas, procuro comer de forma balanceada, com direito a um pouco de tudo e lógico, com uma taça de vinho, afinal ninguém é de ferro e, o vinho me faz companhia.

Cada dia tenho meus afazeres, jardinagem, compras, passeio com o Tartufo. Por vezes fico alguns dias sem sair daqui, quando tenho que fazer compras, banco e resolver outras coisas vou uma única vez, faço tudo muito rápido pois é uma cidade pequena, nao tem trânsito, semáforo e é tudo muito tranquilo...mas isso conto em outro post.


Portanto optei pela liberdade.😀




4 de dez de 2016

Mudando de vida

Mudanças significam sair da zona de conforto.
O que nao é nada confortável.
Deixar sua rotina, vida, amigos, família, trabalho, enfim toda a sua vida para trás,
atrás de uma nova vida.
No meu caso, simplesmente nao me via mais vivendo a minha vida confortável em São Paulo, quando  me dei conta que nada mudaria, que as questões pelas quais me fizeram mudar do país não
seriam resolvidas em 20/30 anos, por mais que lutei, me manifestei, argumentei, até me dar conta que quem tinha que mudar era eu e não o país.
A mudança foi feita e muita coisa de fato mudou.
Minha saúde sobretudo.
Sei que encontrei uma paz que jamais alcançaria em São Paulo.
Abro a janela do meu quarto e vejo o horizonte, montanhas, árvores, percebo a mudança das estações, respiro um ar fresco, limpido, como a vida deve ser.
Muita gente me pergunta quem faz as rotinas caseiras de casa, aqui é outra vida, tem quem faça, mas custa e se no Brasil trabalhamos para pagar quem faça aqui é diferente, eu mesma lavo minha roupa, coloco a mesa, preparo minhas refeições, lavo minha louça.
Trabalho no meu jardim, tenho a ajuda do Romeu, meu fiel jardineiro, mas sobretudo eu faço, pois o prazer de ver o resultado compensa o trabalho.
Por vezes me vejo arrancando as ervas daninhas ou catando as folhas caídas dos carvalhos.... trabalho de carcerário, mas penso...melhor que estar parada no trânsito.......
E assim os dias se passam na Umbria, protegida pela tradição italiana, pelos costumes de cada um fazer sua horta, sua geléia, seu molho de tomate, são menos informatizados? Sim são. Ainda bem. Isso os protege da globalização. Isso torna a Itália um país fascinante para quem o visita.
A cada dia descubro coisas novas. Isso nao teria vivendo na zona de conforto. Mudar exige muita força. Mas apreciar a novidade que a vida nos apresenta é muito mais prazeiroso.
Acomodar é a morte ao vivo!



29 de out de 2016

Pelas caminhadas

Sempre saio com o Tartufo para caminhar, está habituado a correr pelos campos aqui no entorno de casa sem coleira, me dá tanto prazer vê-lo solto e livre.

Hoje, encontramos uma lebre, ele saiu atrás dela saltando, pareciam na realidade duas lebres saltitantes, cena de fábula: A lebre e o Tartufo.

Com as chuvas e altas temperaturas para a época pipocam por todas as partes cogumelos  ( funghi) de todos os tamanhos, cores, espécies, os experts vivem aqui na zona para procurá-los, é uma arte, pois tem que conhecer qual se presta a comer e quais são venenosos.
Os que mais me impressionam são os vermelhos com pintinhas brancas, achava que era coisa de livro infantil, mas existem de verdade!!!
Muito bom poder perceber as coisas da natureza.

O mato alto do verão começa a baixar e vai dando acesso às trilhas que não podia percorrer, há trechos com muitas poças e eis, que um dia levei um escorregão, caí, bati o ombro numa pedra e fiquei estatelada no chão coberta de lama, Tartufo me olhava como quem diz: E agora o que faço para te ajudar.... Levantei-me devagar, vi que não tinha nada torcido,  nada cortado e voltei para casa toda cautelosa com cada passo dado.
Acho que preciso andar com uma bengala, tanta gente anda assim por aqui....



27 de out de 2016

Depois do Terremoto

Ontem fui dormir com um misto de medo e respeito pela força da natureza, sentir a terra se mover é uma sensação de impotência diante de algo muito grande ao qual não temos controle e, vemos como somos insignificantes, nossa passagem pela terra, por essa vida breve que, tem que ser vivida no seu máximo a cada dia.
Mas percebi que algo mexeu dentro de mim também.

Desde que me mudei para a Itália estou mais perto da natureza, vim buscar minha essência, que estava totalmente perdida na cidade grande, essa passou a ser a minha rotina:

Ao abrir os olhos a cada manhã me espreguiço lentamente acordando cada músculo do corpo, aprendi esse ritual com os meus dois gatos, Barolo e Chablis, levanto-me abro a janela e agradeço todos os dias ao ver o horizonte, montanhas verdes do parque estadual do Rio Tibre diante de mim, esse é um dos pontos altos do meu dia. 
Um simples abrir de uma janela.

Troco-me, arrumo a cama, faço meu rabo-de-cavalo ou coque e desço as escadas para tomar meu café da manhã, Tartufo sempre à espreita esperando me ver e esboço meu sorriso, muitas vezes ele está brincando com a Chablis ou Barolo e fico vendo aquela dança de amor como irmãos, outro ponto alto do dia.
Cumprimento todos, dou-lhes água e a comida e depois faço o meu café, com mesa posta e sempre uma flor recém-colhida do jardim.

E assim, se reinicia minha jornada de afazeres simples, domésticos que tenho prazer em fazer.
O jardim tornou-se minha paixão, deixá-lo em ordem requer muito trabalho mas o prazer de ver o resultado, as flores e tomando a sua forma é bem maior.

Outra paixão inusitada: Varrer a pérgola e o entorno da casa e agora no outono puxar com o rastrelo as folhas que caem incessantemente. Ambos requerem uma ordem, é uma ação repetida e contínua, mas tem uma resultado apaziguador ao fazê-lo dentro de mim.
Nao deixo um dia a vassoura de lado e acredite é outro ponto alto do meu dia.

Fico alguns dias sem sair de casa, acumulo funções como supermercado, banco, compra de material para manutenção da casa, lavanderia, abastecer o carro para uma única saída e faço tudo muito rapidamente, pois a cidade é pequena, nao tem trânsito, as pessoas me conhecem, me cumprimentam, me convidam para um café, tudo com tempo, sem pressa. 

Mas voltando ao terremoto e, às perguntas frequentes que recebo de como vim parar aqui saindo de São Paulo e vir morar isolada no interior da Umbria, minha resposta ainda abalada por ontem:

Minha vida precisava de ajustes, como as placas tectônicas se acomodam para buscar uma posição melhor, mais ajustada, tal como os Terremotos que são gerados pelos movimentos naturais das placas tectônicas da Terra, que causam ajustes na crosta terrestre, afetando a organização inicial, que eu chamo de zona de conforto. Todos temos dificuldade de sair dela, pois causa danos, sofrimento, mas depois o resultado é melhor.

Pensando bem o medo físico que senti ontem abalou minhas emoções mais uma vez.

Ah! Sou eu quem lavo minha roupa, confesso que não passo todas e, coloco os panos de prato para quarar no sol....







27 de ago de 2015

Como é viver na Itália?

Todo mundo me pergunta: Como é viver na Itália?
Como adoro a Isa e Denya que fazem um blog bacanérrimo aqui na Itália ( são jornalistas e escrevem divinamente bem) vou postar aqui um trecho do texto o qual assino embaixo. Para ver na íntegra - clique aqui.


Muita gente, em alguma momento da vida, tem o sonho de mudar o rumo e a Itália é sem dúvidas uma meta muito atraente para quem está pensando em construir uma nova vida. Um país lindo, repleto de monumentos, história, boa comida e pessoas mais ou menos parecidas com nós brasileiros. Mas como é realmente viver na Itália? Há muito queríamos falar sobre a nossa experiência,mas tinha medo de escrever um post enorme porque tenho muito o que falar. Mas ok, tentarei reunir as ideias principais.
As pessoas: a Itália é um país com várias regiões muito distintas entre si. A unidade da Itália é um fato recente na história, aconteceu no século 19. Antes disso, as regiões eram independentes. Isso faz com que o sul seja bem diferente do centro e do norte. Eu morei em Firenze por 4 anos e estou há 2 anos em Treviso, no Vêneto. Aqui as pessoas são mais fechadas, é complicado fazer amizade, mas são todos muito respeitosos e educados. No trabalho são muito focados, não tem tempo pra brincadeira e fofoca. No sul, como Roma e Nápoles, por exemplo, as pessoas são mais alegres, abertas e brincalhonas.
vida na itália
A segurança: com certeza um dos fatores que a gente mais valoriza. É muito bom não ter mais que temer parar no sinal vermelho ou ficar de olho na hora de entrar no carro no estacionamento. É claro que não pode-se dar bobeira com os pertences, mas se algo acontece é um pequeno furto, nada comparado às barbaridades que a gente vê no Brasil. Nas grandes cidades é melhor ficar de olho, mas caminhar por Veneza à noite por exemplo não oferece nenhum perigo.

Crianças brincam em Campo Santa Margherita em Veneza
Crianças brincam em Campo Santa Margherita em Veneza



20 de ago de 2015

Receita de Crostata

Essa eu comprei, mas é fácil de fazer, adoro esse site italiano, por mais que nao saibam italiano vendo o vídeo dá para entender.
http://ricette.giallozafferano.it/Crostata-alla-confettura-di-albicocche.html

Burro freddo di frigo 150 g
Farina tipo 00 300 g
Uova solo i tuorli 3
Zucchero a velo 130 g
Limoni la scorza di 1
PER FARCIRE Confettura di albicocche 700 g
PER SPENNELLARE 1 Uova medio 1

17 de ago de 2015

Itália é Arte


Como não amar a Itália! Aqui respira-se arte e cultura todos os dias. Tirando dúvidas…  a obra Cabeça de Medusa ou simplesmente Medusa é uma das obras-primas do pintor Caravaggio e está em Firenze -  Na Galleria degli Uffizi   
Dica: comprem o ingresso pela internet e dê preferência para a tarde quando é mais vazio

Para quem ama essa obra, como eu, tireo o texto daqui:
http://virusdaarte.net/caravaggio-cabeca-de-medusa/

Conta a lenda que Medusa, uma das três irmãs Górgonas (as outras duas eram: Esteno e Euríale), petrificava com o olhar todo aquele que olhasse para ela, mas o herói Perseu usou um artifício para enganá-la. Assim que se aproximou do monstro, usou o seu escudo como espelho. Medusa, ao ver seu rosto refletido no escudo, ficou transtornada diante de tamanha aberração, lançando um grito dilacerante. Uma vez hipnotizada, Perseu cortou-lhe a cabeça com a espada de um só golpe, mas ela ainda continuou consciente. A seguir, tomou a cabeça da besta mitológica e a colou num escudo, como arma, pois seu olhar serviria para transformar os inimigos em pedra.
 Cabeça de Medusa ou simplesmente Medusa é uma das obras-primas do pintor Caravaggio, que tomou como modelo o amigo Mario Minniti (embora digam alguns que se trata do próprio rosto do pintor) para pintar a Górgona vertendo sangue abundantemente, logo após ter a cabeça decepada por Perseu, segundo reza o mito grego.
O retrato de Medusa era muito usado nas armaduras e nos escudos dos guerreiros dos séculos 16 e 17, pois na mitologia grega é tida como a deusa da estratégia e da guerra justa e, também, da sabedoria, de modo que esta obra nasceu como um escudo de desfile. O cardeal Francesco Maria del Monte, protetor de Caravaggio, presenteou Fernando I de Medici com a obra, provavelmente para a sua coleção de armas, que foi mostrada pela primeira vez em 1598, causando grande impacto nos que a viram, sendo, inclusive, comentada em versos (ver acima).
 Caravaggio, inteligentemente,  repassa ao observador a ilusão de que a cabeça de Medusa deixa a tela para se projetar no espaço real em que ele, o obsrvador, encontra-se, de modo que o escudo convexo ilusoriamente transforma-se em côncavo. Tem-se a impressão de que a tela é feita em 3D.
 Embora o retrato da Górgona seja de origem clássica, Caravaggio recria uma nova Medusa, extremamente realista, cuja força de expressão continua impressionando quem a observa, pois sua cabeça decepada parece ganhar vida própria, com suas serpentes contorcionistas.
 É provável que, para pintar Medusa com sua expressão aterradora, o pintor lombardo tenha se inspirado na expressão agonizante e aterrorizada daqueles que eram executados: olhos esbugalhados, que parecem saltar das órbitas; boca ovalada, aberta e paralisada, como se soltasse um longo grito de terror; língua e dentes aparentes; testa franzida; maçãs do rosto recuadas e o sangue vivo sendo vertido abundantemente.
 O que mais chama a atenção na obra Cabeça da Medusa é seu realismo: os olhos saltando da órbita, os dentes cortantes à mostra, a boca aberta e imóvel, soltando um grito silencioso e o sangue vivo jorrando de sua cabeça, não deixando qualquer dúvida sobre o mito da mulher de cabeleira de serpentes, que transformava homens em pedra, só pelo olhar, mas que foi derrotada por Perseu, ao mirar o escudo espelhado e ser vítima de sua própria arma letal.  A dramaticidade encontrada nas obras de Caravaggio dá-se pelo uso da técnica do chiaroscuro, em que o pintor trabalha com os contrastes de luzes e sombras, gerando um resultado bastante peculiar.

Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610)

Quer saber mais? Clica aqui:

aravaggio, que tinha grande talento e conhecia pessoas importantes dentro da Igreja  conseguiu a oportunidade de pintar alguns quadros sob encomenda. Em contrapartida, ele tinha o gosto por temas populares e usa pessoas da rua como modelos para criar seus quadros. Sabe-se que ele tinha uma personalidade rebelde e muitas vezes se envolvia em brigas, e dizem que ele trazia muitas experiências da sua vida boemia para criar as expressões das personagens dos seus quadros.
O grande artista, com seu imenso talento,  começou a usar uma técnica de “claro/escuro” (chiaroscuro,  em italiano) de maneira particular, para dar efeitos visuais de profundidade em seus quadros, o jogo de luzes presente na obra conta uma narrativa que direciona o olhar do expectador. Essa técnica é a utilização de fundos escuros em que a figura da personagem ali aplicada parece saltar sobre um feixe de luz que incide sobre ela. Para crescer profissionalmente e ganhar visibilidade, ele começa a pintar temas religiosos e tem como clientes a Igreja e famílias ricas da época.


4 de ago de 2015

O que fazer na Umbria

Matéria de um jornal inglês - Telegraph , datado de hoje, 4 de agosto de 2015.

Se estiver pensando em vir para cá, leia o artigo:
Muitas das cidades eu cito no site da Locanda também:
http://locandadidoris.com/pt-br/passeios/
http://www.telegraph.co.uk/travel/destination/italy/97508/Umbria-attractions.html

Coloquei apenas Todi, pois é onde fica a Locanda,veja as outras 9 dicas no link acima.


Foto: Roberto Baglioni

Todi was once a simple agricultural town but today has been gentrified to within an inch of its life. Its lofty position, however, atop a perfect pyramid of a hill, remains as impressive as ever – especially from a far – and if you visit off season you’ll still get a glimpse of what attracted all those wealthy Romans and foreigners in the first place.
The main square is the main attraction – as perfect an early medieval piazza as you could hope to find; so perfect that it’s appeared in plenty of swashbuckling period films. Cafés and gaunt palaces line its flanks, with an austere but appealing Duomo at one end (be sure to see its lovely carved and inlaid wood). Two palaces on the square’s eastern side house the excellent Museo e Pinacoteca di Todi, with paintings and archeological and other displays that trace Todi’s history from its Etruscan origins.
Visit the church of San Fortunato two minutes’ walk away – central Todi is tiny – and climb its tower for the views and admire its airy Gothic interior. Pretty smaller churches (not always open) dot the streets which, as ever in Umbrian hill-towns, are worth wandering for their own sakes. Just outside town, domed Santa Maria della Consolazione, built on a Greek Cross plan, is one of central Italy’s finest Renaissance churches: admire it as you pass, but don’t waste time on the bland interior.

3 de ago de 2015

Tiramisù de Ricota

Traduzi do site italiano, maravilhoso:
http://www.ifood.it/2015/08/tiramisu-alla-ricotta.html

Ingredientes
500 g de ricota 
300 mL de café
125 g de biscoito para pavê
70 g de açúcar
35 g de gotas de chocolate
cacau em pó sem açúcar (para a capa)

Preparo
Faça o café
Trabalhar com um garfo a ricota e açúcar.
Biscoitos embebidos em café, tomando cuidado para não molhar-los muito, e faça uma primeira camada em 4 xícaras.
Cubra com uma camada de ricota adoçada e um punhado de lascas de chocolate.
Continue com outra camada de esponja embebida em café e novamente uma camada de ricota.
Coloque na geladeira para descansar por um tempo "e, antes de servir, polvilhe com bastante cacau.

Note que a receita levou ingredientes italianos a ricota aqui é super macia, tente encontrar uma similar no Brasil.

Fotos e direitos reservados ao site http://www.ifood.it/


Tiramisù alla ricotta passaggi


Tiramisù alla ricotta passaggi2
Tiramisù alla ricotta passaggi3
Tiramisù alla ricotta

tiramisù alla ricotta verticale

30 de jul de 2015

Salada de Lula

A Isabella Giobbi esteve aqui na Locanda e me ensinou essa receita super fácil.
Está no blog dela, que é ótimo, mas resolvi postar aqui para facilitar a vida de vocês:
http://www.myyellowpages.com.br/salada-de-lula/

Salada de Lula

Outro dia, comprei lulas no Mercado Municipal de São Paulo e as preparei salteadas na frigideira.
Como sou meio exagerada, acabei comprando demais. Sendo assim, comecei a ir atrás de receitas saborosas e práticas. Como de costume, eu não sigo o passo a passo e mudo sempre alguns ingredientes. O resultado deu muito certo e hoje já faz parte dos pratos mais requisitados aqui em casa.
Não se assuste ao prepará-lo. Muitas pessoas acham que cozinhar lula é difícil. Esta receita vai mudar sua opinião. Enjoy!
foto: Mafe Araujo Pinheiro
INGREDIENTES
  • 1kg de lulas limpas
  • 300g de farinha de pão
  • 2 colheres de sopa de páprica picante
  • 1 colher de chá de sal
  • azeite de oliva
COMO FAZER
Corte em anéis bem finos a lula limpa e sem pele (peça na sua peixaria de confiança).
Misture a farinha de pão (faço com pão amanhecido torrado), a páprica e o sal. Acrescente 1 colher de sopa de azeite nas lulas já cortadas e misture bem.
Passe as lulas na farinha, como uma milanesa. Coloque as lulas enfarinhadas numa forma, deixando-as bem separadas umas das outras.
Finalize com um fio de azeite sobre elas e coloque para assar em forno pré-aquecido a 200 graus, por 20 minutos. Após 10 minutos, vire as lulas para que fiquem douradas em todos os lados.
Sirva com salada de agrião (do tipo mini) e o molho de limão e maple syrup já postado aqui no My Yellow Pages.
TEMPO DE PREPARO: 30 minutos
SERVE: 6 pessoas
- See more at: http://www.myyellowpages.com.br/salada-de-lula/#sthash.DW77euAJ.dpuf

24 de jul de 2015

Cuidado ao Alugar

Muita gente vê as fotos das casas de pedra que sao belissimas por fora, mas por dentro... tem que ficar atento para nao cair em roubada. É o eterno o barato sai caro.
Quando estávamos procurando propriedade para fazer a Locanda foi exatamente assim, víamos as fotos das casas por fora, ficávamos encantados e ao fazer a visita, era uma decepção, tudo velho, sem conforto, banheiros apertados, cozinhas mínimas, afinal é casa de veraneio e  muita gente nao quer investir muitonelas, já que ficam cerca de 10 meses fechadas.
Portanto, peçam auxilio de profissionais ou se tiver dica de alguém que confie muito, pois gosto não se discute.










1 de jun de 2015

Molho Pesto *** Pesto Sauce

Com os cursos de culinária na Locanda, além de ajudar a professora vou aprendendo alguns segredinhos.
Empolguei mais ao ver meu majericao dando "sopa"no jardim, e pensei está na hora de ir para a panela.
Pesto é uma receita tradicional de Genova, simples e rápida de fazer.

  • 3/4 dentes de alho ( opcional)
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 xícara de chá de folhas de manjericão, fresco
  • 3 colheres de chá de pinoli ou castanha do pará, sem casca
  • 30 g de queijo pecorino e 40 g de queijo parmesão
  • 1/2 xícara de chá de azeite
  • Pimenta do reino a gosto

Misturo tudo no processador, por isso nao ralo os queijos. originalmente é feito no Pilão, mas assim é mais prático.

Coloquei em potinhos de vidro, para servir 4 pessoas, prefiro pois tenho receio que possa se estragar ao se abrir. 

Depois me contem :D




13 de mai de 2015

Como chegar na Locanda

Para não ter erro, com as instruçoes abaixo pode-se entender melhor onde estamos na Itália e como chegar. O bacana de esetar no interior é justamente passar por estas estradinhas vicinais, que são um encanto. De férias fuja das Auto- estradas.

De Roma:
Sainno do Aeroporto ou de Roma pegar a rodovia A1 para Roma / Florença - saída Orte - E45 para Terni / Perugia / Cesena - saída Todi / Orvieto - siga o sinal para Orvieto (ss 448) - depois de 4 km. vire à direita para Prodo / Titignano - depois de 3 km. vire à esquerda para Cordigliano: Após a placa do Borgo Cordigliano,  subir à direita, após o castelo é a terceira casa do lado esquerdo.

Fica mais facil se colocar as coordenadas no GPS.  No site da Locanda, fornecemos um mapa para imprimir.